Simplesmente NÃO

Por Robson Vitorino

Não sei. Não tenho raiva de quem sabe, pelo contrário quem souber pode me ensinar? Quero me permitir aprender coisas novas. Não vou. Simplesmente porque eu já tenho outro compromisso e sou um só. Não quero. Não que eu não possa, eu posso, mas é justamente porque eu posso escolher é que escolho não querer.

Não sou. Não preciso ficar me projetando como fosse. Não preciso ser como eles. Eu sou o que sou. E quem gostar de mim, gostará de alguém verdadeiro.

Não gosto. Mesmo que todos gostem. Simplesmente por me permitir formar a minha própria opinião.

Ah o “Não” é libertador não acha? O “Não” nos coloca em sintonia com a nossa autenticidade. O não nos faz lembrar que somos humanos e somos vulneráveis. Sim, todos nós!

Não é questão de negatividade, mas de ter coragem para exercer o poder da escolha. No meio corporativo chamamos isso de tomada de decisão.

Lembro-me que certa vez estava realizando um processo seletivo e o candidato convidado para aquela entrevista tinha uma excelente formação. Estava recém chegado ao Brasil vindo de uma temporada de estudos e trabalho nos EUA. Já tinha trabalhado em duas multinacionais. A formação educacional atendia. Restava saber se o perfil comportamental estava adequado para o cargo. Antes de aplicar ferramentas de análise de perfil comportamental, naquele dia a minha estratégia era uma só: contrariar todas as opiniões do candidato a fim de identificar o nível de autenticidade e opinião própria.

Afinal, tudo o que eu não precisava era de uma pessoa muito bem preparada somente para ficar dizendo “Sim senhor, tudo o que o senhor faz é perfeito, estou de acordo!”. Então, eu parti para o confronto de idéias. Para a minha surpresa, após 40 minutos de conversa ele não discordava em nada de mim, mesmo eu discordando de tudo o que ele dizia. Era nítida a situação de desconforto, de um lado que querendo conhecer melhor as opiniões próprias dele, e do outro lado ele tentando acertar as perguntas com as respostas politicamente corretas.

Fomos treinados para ser politicamente corretos. Desde a escola a tia já nos ensinava a ouvir e repetir. Cuidado, com o passar do tempo esta doença corrói a nossa essência e faz carga de uma personalidade estranha, fria de emoções e ausente de propósito.

Se você está sofrendo desse mal, recomendo algumas doses diárias do “Não”. Posicione-se. Permita-se exercer o seu poder de escolha, evite expressões do tipo “Eu não posso…”. Ganhe coragem. Ainda é tempo de resgatar a sua essência e viver uma vida que somente você pode vivê-la.

Post retirado do site www.maxta.com.br

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